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Dívidas da pessoa falecida: quem paga, o que acontece com os débitos e quais cuidados tomar

dívidas da pessoa falecida
Imagem: canva.com

Perder alguém da família já é um momento difícil. Quando, além do luto, começam a chegar cobranças, ligações de bancos ou mensagens de empresas de cobrança, a situação pode ficar ainda mais angustiante.

Uma das principais dúvidas nesse momento é: quem paga as dívidas de pessoa falecida?

A resposta é mais simples do que muitas famílias imaginam. Em regra, as dívidas deixadas pelo falecido são tratadas dentro do espólio e podem ser pagas com os bens e valores deixados por ele. Isso significa que os herdeiros não precisam, simplesmente por serem herdeiros, usar o próprio dinheiro para quitar as dívidas do falecido.

Mas existem detalhes importantes. O tipo de dívida, a existência de bens, o regime de casamento, contratos com garantia, seguros e a situação do inventário podem mudar a forma como cada obrigação será tratada.

Por isso, antes de aceitar uma cobrança ou fazer qualquer pagamento, é importante entender seus direitos e organizar as informações.

Quem paga as dívidas da pessoa falecida?

Quando uma pessoa morre, seus bens, direitos e obrigações passam a fazer parte do chamado espólio.

Durante o inventário, é feito o levantamento do patrimônio e das dívidas existentes. Os débitos deixados pelo falecido podem ser pagos utilizando os recursos e bens que fazem parte do espólio, respeitando as regras da sucessão.

Na prática, isso significa que a família não deve assumir automaticamente uma dívida apenas porque recebeu uma cobrança.

Se uma empresa entrar em contato cobrando um empréstimo, cartão de crédito ou outro débito que estava no nome do falecido, o ideal é solicitar informações detalhadas sobre a dívida e direcionar a questão para o responsável pelo inventário.

O patrimônio pessoal dos herdeiros não se transforma automaticamente em patrimônio destinado ao pagamento das dívidas pessoa falecida.

O que acontece com as dívidas durante o inventário?

O inventário serve para organizar o patrimônio deixado pela pessoa falecida, incluindo seus bens, direitos e obrigações.

É nesse processo que as dívidas existentes podem ser identificadas e analisadas.

Imagine, por exemplo, que uma pessoa tenha deixado um imóvel, um veículo, dinheiro em conta e uma dívida bancária.

Antes que os bens sejam definitivamente partilhados entre os herdeiros, é necessário verificar as obrigações existentes e como elas serão tratadas.

Por isso, quando uma cobrança aparece após o falecimento, não é recomendável simplesmente dividir o valor entre os familiares e pagar do próprio bolso.

A dívida precisa ser analisada dentro do contexto do espólio.

Os herdeiros precisam pagar as dívidas com o próprio dinheiro?

 

As dívidas deixadas pela pessoa falecida são limitadas ao patrimônio transmitido pela sucessão.

Se o patrimônio deixado não for suficiente para quitar todas as obrigações, os herdeiros não passam a ser responsáveis por pagar a diferença utilizando seus próprios bens, salvo situações específicas em que exista responsabilidade própria ou outra obrigação jurídica independente.

Por isso, uma cobrança direcionada diretamente aos familiares deve ser analisada com cuidado.

Antes de negociar ou assinar qualquer documento, é importante descobrir:

  1. Qual é a origem da dívida.
  2. Quem é o atual credor.
  3. Qual era o contrato original.
  4. Qual é o valor atualizado.
  5. Se existe seguro relacionado à dívida.
  6. Se existe algum bem dado como garantia.
  7. Como a cobrança será apresentada no inventário.

E quando uma empresa compra dívidas de pessoa falecida?

É possível que uma dívida originalmente contratada com um banco ou instituição financeira seja transferida para outra empresa.

Essa operação é conhecida como cessão de crédito.

Por isso, depois do falecimento, a família pode receber uma ligação de uma empresa que não era a instituição originalmente responsável pelo contrato.

Isso não significa que a família deve aceitar imediatamente a cobrança.

Se uma empresa que comprou a dívida de uma pessoa física entrar em contato, peça informações que permitam identificar o débito e sua origem.

É importante solicitar:

  1. Identificação da empresa.
  2. Identificação do credor original.
  3. Número ou referência do contrato.
  4. Valor atualizado da dívida.
  5. Documentos que comprovem a existência do débito.
  6. Informações sobre a transferência do crédito.

A existência de uma nova empresa cobrando a dívida não muda, por si só, as regras de responsabilidade da sucessão.

O que fazer se uma empresa cobrar a família depois do falecimento?

O primeiro passo é não entrar em pânico.

Uma ligação ou mensagem de cobrança não significa que o familiar precisa pagar imediatamente.

Peça que a cobrança seja formalizada e informe que o titular faleceu.

Se já existe inventário, o assunto deve ser encaminhado ao inventariante, que é a pessoa responsável por representar o espólio nos atos relacionados à sucessão.

Também é importante guardar mensagens, e-mails, protocolos e informações fornecidas pela empresa.

Nunca forneça dados bancários ou realize pagamentos antes de verificar a legitimidade da cobrança.

Como ficam as principais dívidas após o falecimento?

Cada tipo de dívida pode ter regras próprias.

Cartão de crédito

O saldo devedor do cartão pode ser incluído entre as obrigações do espólio.

A família deve comunicar o falecimento à instituição financeira e solicitar informações sobre o saldo existente.

O pagamento deve ser tratado dentro das regras do inventário.

Empréstimo pessoal

O empréstimo contratado pelo falecido também pode representar uma obrigação do espólio.

É importante verificar o contrato e descobrir se havia algum seguro associado à operação.

Empréstimo consignado

O falecimento interrompe os descontos vinculados ao benefício ou remuneração do titular, mas isso não significa que todo saldo será automaticamente eliminado.

Alguns contratos podem contar com seguro prestamista, capaz de quitar total ou parcialmente a dívida em determinadas situações.

Por isso, antes de pagar, verifique se existe cobertura de seguro.

Financiamento de imóvel ou veículo

Quando existe um imóvel ou veículo utilizado como garantia, a situação é diferente.

O contrato precisa ser analisado para entender quais são as consequências do falecimento, quais parcelas permanecem e quais direitos e obrigações passam a integrar o inventário.

Não deixe de verificar também a existência de seguro prestamista.

Impostos e outros débitos

Impostos, taxas e outras obrigações vinculadas aos bens deixados pelo falecido também precisam ser levantados durante o inventário.

A existência desses débitos pode influenciar a regularização e a partilha dos bens.

Pensão alimentícia

As parcelas vencidas antes do falecimento podem continuar sendo cobradas dentro das regras aplicáveis à sucessão.

Já a obrigação de pagar parcelas futuras possui tratamento diferente, considerando a natureza pessoal da obrigação.

Em situações concretas, é importante buscar orientação jurídica.

Seguro prestamista pode quitar a dívida?

Em alguns contratos, existe um seguro prestamista.

Esse tipo de seguro pode ser utilizado para quitar total ou parcialmente determinadas dívidas quando ocorre o falecimento do segurado, conforme as condições previstas na apólice.

Por isso, antes de aceitar uma cobrança ou começar uma negociação, procure verificar se existia seguro associado ao contrato.

A família pode solicitar ao banco ou à instituição financeira informações sobre eventual cobertura e os documentos necessários para abertura do sinistro.

Se o seguro quitar a dívida, essa informação deve ser formalizada e considerada no inventário.

O cônjuge precisa pagar as dívidas?

Essa é uma questão que depende da situação.

O regime de bens do casamento, a origem da dívida, a existência de patrimônio comum e a finalidade da obrigação podem influenciar a análise.

Por isso, não é correto afirmar que o cônjuge sempre será responsável pelas dívidas do falecido.

Da mesma forma, também não é possível afirmar que toda dívida será exclusivamente do espólio sem analisar o contrato e as circunstâncias.

Quando existe cobrança direcionada ao cônjuge, é importante verificar a origem da obrigação antes de realizar qualquer pagamento.

E se o falecido era fiador ou avalista?

Essa situação merece atenção.

Fiador e avalista assumem obrigações próprias relacionadas à garantia de determinada dívida.

Por isso, o falecimento do devedor principal não significa necessariamente que todas as garantias existentes desaparecerão.

Quando a pessoa falecida era fiadora ou avalista de outra operação, os documentos devem ser analisados para entender como a obrigação será tratada no inventário.

O que a família deve fazer ao descobrir dívidas?

A melhor estratégia é organizar as informações antes de tomar decisões.

Um roteiro simples pode ajudar:

1. Reúna os documentos

Separe certidão de óbito, documentos pessoais, contratos, extratos bancários, faturas, correspondências e mensagens de cobrança.

2. Faça um levantamento financeiro

Procure identificar contas bancárias, cartões, empréstimos, financiamentos, investimentos e outros compromissos.

3. Verifique os bens deixados

Liste imóveis, veículos, contas, investimentos e outros bens que possam integrar o patrimônio do falecido.

4. Consulte o responsável pelo inventário

O inventariante deve centralizar as informações relacionadas ao espólio.

5. Verifique seguros

Procure contratos de empréstimos e financiamentos para identificar a existência de seguro prestamista.

6. Não pague imediatamente com dinheiro próprio

Antes de fazer qualquer pagamento, entenda se a obrigação pertence ao espólio ou se existe alguma responsabilidade própria do familiar.

7. Registre todas as cobranças

Guarde protocolos, e-mails, mensagens e documentos enviados pelos credores.

8. Procure orientação quando houver dúvida

Em situações complexas, principalmente quando existem imóveis, financiamentos, empresas, conflitos entre herdeiros ou cobranças contestadas, procure orientação jurídica.

A família também pode ter direito a benefícios após o falecimento

Além das preocupações com dívidas, muitas famílias deixam de verificar se existem benefícios sociais ou previdenciários que podem ser acessados depois do falecimento.

Essa é uma etapa importante do planejamento familiar.

Dependendo da situação da pessoa falecida e dos familiares que ficaram, pode existir possibilidade de acesso a benefícios ou valores relacionados à Previdência Social e à assistência social.

Um dos exemplos mais conhecidos é a pensão por morte, que pode ser devida aos dependentes de uma pessoa segurada pelo INSS, desde que sejam cumpridos os requisitos previstos na legislação.

Também podem existir outras situações que precisam ser analisadas, como valores que ficaram pendentes, benefícios que não foram recebidos ou direitos que a família desconhecia.

É justamente por isso que a Amar Assist oferece consulta de benefícios sociais.

A consulta ajuda a família a entender quais possibilidades podem existir de acordo com sua situação e quais caminhos podem ser seguidos para buscar seus direitos.

Em um momento de luto, ter informação organizada pode fazer diferença.

Como a consulta de benefícios sociais da Amar Assist pode ajudar?

Muitas famílias sabem que podem existir benefícios, mas não sabem exatamente quais são, se possuem direito ou por onde começar.

A Amar Assist oferece um serviço de consulta de benefícios sociais para ajudar o cliente a entender melhor essas possibilidades.

A análise pode envolver situações relacionadas a benefícios como:

  1. Pensão por morte.
  2. BPC.
  3. Salário maternidade.
  4. Outros benefícios e direitos sociais, conforme a situação apresentada.

Cada benefício possui requisitos próprios. Por isso, a consulta não significa concessão automática.

O objetivo é oferecer informação e orientação para que a família saiba quais possibilidades podem ser avaliadas e quais são os próximos passos.

Dívidas e benefícios: por que olhar os dois lados?

Depois de um falecimento, é comum que a família concentre toda a atenção nas despesas e nas cobranças.

Mas existe outro lado que também precisa ser analisado.

Assim como é necessário levantar as dívidas deixadas pelo falecido, também é importante verificar se existem bens, valores, benefícios ou direitos que podem ajudar a família.

Uma organização financeira completa precisa olhar para o que a pessoa deixou como obrigação e também para aquilo que pode representar um direito.

É nesse momento que informação faz diferença.

Perguntas frequentes

Quem paga as dívidas da pessoa falecida?

Em regra, as dívidas são tratadas dentro do espólio e podem ser pagas com os bens e recursos deixados pelo falecido. Os herdeiros não precisam automaticamente utilizar o próprio patrimônio para quitar essas obrigações.

Uma empresa pode cobrar uma dívida depois que o titular morreu?

Pode existir cobrança de débitos deixados pelo falecido, mas a família deve solicitar a identificação da dívida e direcionar a questão para o responsável pelo espólio. A cobrança não significa que o familiar tenha que assumir a dívida em nome próprio.

Uma empresa comprou a dívida do falecido. O que fazer?

Solicite a identificação do credor original, contrato, valor atualizado e documentos que comprovem a existência e a transferência do crédito. Evite assinar documentos ou assumir a dívida pessoalmente antes de entender a situação.

O empréstimo consignado é automaticamente cancelado com a morte?

Não necessariamente. É preciso verificar o contrato e a eventual existência de seguro prestamista, que pode quitar total ou parcialmente a dívida conforme as condições da apólice.

O cônjuge precisa pagar as dívidas do falecido?

Depende da situação. O regime de bens, a origem da dívida e a existência de patrimônio comum podem influenciar a responsabilidade. O caso deve ser analisado individualmente.

A família pode ter direito a algum benefício depois do falecimento?

Sim. Dependendo da situação, os dependentes podem ter direito a benefícios previdenciários, como pensão por morte, além de outras possibilidades. É importante analisar o histórico do falecido e a situação dos familiares.

Como saber se minha família pode ter direito a algum benefício?

A Amar Assist oferece consulta de benefícios sociais para ajudar o cliente a identificar possibilidades relacionadas à sua situação e entender quais caminhos podem ser seguidos.

Informação e planejamento podem proteger sua família

Resolver as questões financeiras depois de um falecimento pode ser difícil, principalmente quando a família ainda está lidando com o luto.

Por isso, não tome decisões com pressa.

Organize documentos, identifique as dívidas, verifique contratos e seguros, centralize as informações no inventário e procure orientação quando necessário.

E não se esqueça de olhar também para os direitos que podem estar disponíveis para sua família.

A consulta de benefícios sociais da Amar Assist pode ajudar você a entender melhor quais benefícios e direitos podem ser avaliados depois de uma situação de falecimento.

Cuidar da família também significa buscar informação, organizar o presente e conhecer as possibilidades que podem fazer diferença no futuro.

A Amar Assist está ao lado da sua família para oferecer assistência, orientação e soluções que ajudam a tornar momentos difíceis um pouco mais organizados.

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