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Especialista de Stanford alerta: trabalho excessivo adoece e mata pessoas

Somente nos Estado Unidos, a morte de mais de 120 mil pessoas está relacionada ao stress laboral, para o escritor Jeffrey Pfeffer, os empregadores e o governo são os grandes responsáveis por essas estatísticas.

de Amar Assist, 28 MARÇO de 2019

‘O ambiente de trabalho está matando as pessoas e ninguém se importa, afirma Jeffrey Pfeffer.
‘’O ambiente de trabalho está matando as pessoas e ninguém se importa’’
 


Plano Funerário Familiar

Cuide bem de quem você ama.


Essas foram as palavras usadas pelo professor da Escola de Pós-Graduação em Negócios da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, Jeffrey Pfeffer.

Sua afirmação pode até impressionar, entretanto, ele afirma que os números não mentem.

Autor e coautor de mais de 15 livros, Pfeffer declara que sua frase não é uma metáfora e sim uma realidade que o mundo está vivenciando.

Segundo ele, evidências presenciadas por décadas, o fizeram chegar à conclusão de que 61%  dos trabalhadores americanos indicam o trabalho como causa de maior stress e outros 7% chegaram a ser hospitalizados por conta de questões do ambiente corporativo.

 As estimativas de Pfeffer sugerem que ao todo, 120 mil mortes ocorridas nos EUA estão relacionadas ao stress corporativo, segundo informações da BBC.
 

Quinta maior causa de morte nos EUA

Pfeffer ainda destaca que a quinta maior causa de morte nos EUA é decorrente deoacumulo de trabalho, cujo sistema é seguido por outros países, em especial os asiáticos como Japão e Coreia do Sul  que, possuem um rígido regime laboral.

Nesses países, outros milhares de pessoas também já adoeceram devido a ações relacionadas ao trabalho, em casos mais graves, pessoas chegaram a tirar a própria vida.

Em seu último livro ‘’Morrendo por um salário’’, Pfeffer reúne inúmeras histórias de pessoas que tiveram a saúde debilitada em decorrência de excesso de trabalho, uma delas é Kenji Hamada, um homem de 42 anos que, sofreu um ataque cardíaco enquanto estava no seu escritório e acabou vindo a óbito.

No livro, Pfeffer relata que Hamada estava trabalhando por 40 dias ininterruptos, 72 horas semanais e demorava cerca de duas horas para chegar ao trabalho.

Pfeffer ainda relata os efeitos que uma carga horária de trabalho desenfreada pode gerar em uma pessoa, ele declara que chega a ser desumano a forma como a jornada de trabalho é mantida em muitos países.

Em entrevista concedida a BBC, o autor do livro afirma que os empregadores são os principais responsáveis pela sobrecarga imposta nos trabalhadores, mas também acusa o governo que não faz nada para conter esses abusos.

Ele defende que cada um deve cuidar mais de si e que as pessoas não deveriam se submeter a situações em que tenham a saúde exposta e prejudicada.

Quando questionado pela BBC sobre a possibilidade do funcionário ser demitido caso discorde da forma como tem sido imposta as horas de trabalho, o autor do livro rebate que é preferível procurar outro emprego do que se submeter a uma situação em que ocorra um desgaste na saúde.
 


‘’Tem gente que contesta: 'Não posso sair do emprego'. Eu respondo: 'se você está em uma sala cheia de fumaça, você vai sair, porque as consequências para sua saúde serão severas''.... – Destaca.

 

No fim da entrevista, Pfeffer firma que as pessoas devem reivindicar seus direitos e pressionar o governo de forma coletiva, pois o sistema também tem sua parcela de culpa nesses óbitos ocorridos em decorrência da alta jornada de trabalho.