CENTRAL NACIONAL DE VENDAS: 4020-3852 (disque a partir da sua cidade)
CENTRAL DE ATENDIMENTO AO CONVENIADO: 4007-2851

Doação de órgãos no brasil: como funciona?

Para se tornar um doador de órgãos, é importante comunicar este desejo para família

O primeiro passo para ser um doador de órgãos é comunicar este desejo à família

 

No Brasil, mais de 40 mil pessoas estão na fila de espera por um transplante e o maior obstáculo para a doação tem sido a recusa por parte das famílias, que registra cerca de 40%.

Essa recusa se dá, quase sempre, pela falta de informação dos familiares e pela falta de confiança nos órgãos públicos.

Um exemplo, quando acontece uma morte cerebral, a família em alguns casos se recusa a fazer a doação por acreditar que ocorreu um erro médico.

Para facilitar a compreensão, vamos primeiro entender o que é morte cerebral e como ela funciona.

Como é constatada a morte cerebral?

A morte encefálica ou morte cerebral é declarada quando ocorre uma ausência de todas as funções neurológicas, isso costuma ocorrer com um grave ferimento do cérebro ou uma severa agressão.

Com isso, o sangue bombeado para o cérebro não consegue chegar até ele, causando assim a sua morte.

A indagação por parte da família é até compreensível, tendo em vista que o familiar possui batimentos cardíacos, a pele ainda está corada e aquecida, é possível ver o pulmão se mexendo durante a respiração.

Entretanto, a medicina explica que isso só é possível devido ao ventilador (aparelho elétrico por meio do qual é enviado oxigênio para o paciente).

Com isso, o coração continua batendo, porque o ventilador fornece ar para os pulmões, mas neste caso, já não há nenhuma atividade cerebral.

A pessoa fica no estágio vegetativo como é conhecido por muitos.

É possível que o ente querido esteja em coma?

Não, quando um paciente é declarado em estado de coma, ele consegue respirar normalmente com a retirada do ventilador, o que não acontece quando é declarada a morte encefálica.

Quem pode ser um doador

A princípio, qualquer pessoa que declara desejo pela doação está apta a ser um doador de órgãos.

Após o falecimento, caso a família opte pela doação, o corpo da pessoa falecida é submetido a uma bateria de exames que irá indicar quais órgãos estão aptos para serem doados.

Com isso, é importante que você que tem este desejo, converse com seus familiares sobre sua vontade.

Os familiares por sua vez devem respeitar a vontade do ente querido que tem este desejo de doar os seus órgãos.

Pessoas que não forem identificadas ou que não possuam um familiar maior de 18 anos para autorizar a doação, não podem ser doadoras.

Posso escolher para quem doar meus órgãos?

A doação de órgãos no Brasil não permite a escolha do receptor. O ato é mesmo solidário.

Quando ocorre uma morte, os órgãos são destinados para as pessoas que estão na fila de espera (existe uma fila única no Brasil), tudo é avaliado, a gravidade do caso, tempo de espera e a compatibilidade genética são alguns fatores à serem observados.

No entanto, quando a doação é feita em vida, é possível que haja a escolha de quem será destinada essa doação.

Doação de órgãos no Brasil em vida

Existe a possibilidade de se tornar um doador de órgãos em vida. Isso porque alguns órgãos permitem que essa doação seja feita. São eles:

  • Rim.
  • Pâncreas (parcialmente).
  • Medula Óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue).
  • Fígado (apenas parte dele, em torno de 70%).
  • Pulmão (apenas parte dele, em situações excepcionais).

No entanto, existem alguns parâmetros que devem ser observados para que esta doação seja realizada.

É necessário que o doador apresente boas condições de saúde e possua grau de parentesco com o receptor.

Quem pode doar:

  • Maiores de 18 anos e ser considerado juridicamente capaz.
  • Ter boas condições de saúde.
  • Doar um órgão duplo e que não impeça o organismo do doador de continuar funcionando.
  • Ter um receptor com laudo médico atestando que o transplante é necessário.
  • Ser parente de até 4° grau.

Casos em que não há grau de parentesco, a doação de órgãos no Brasil, só poderá ser feita mediante autorização judicial.

Como é realizado o transplante

  • Com a constatação da morte cerebral e a autorização por parte da família, é natural que ocorra uma conversa aberta com todos os familiares pela equipe médica e que todas as dúvidas relativas ao tema sejam esclarecidas.
  • Os possíveis receptores dos órgãos passam por uma seleção para verificar se haverá compatibilidade dos órgãos. Essa seleção é avaliada pela CNCDO (Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos).
  • Identificado o possível receptor, os órgãos são retirados pela equipe de transplante.

É importante que haja uma conscientização por parte das famílias em relação ao tema: doação de órgãos no Brasil.

A ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos) registrou um aumento de 15,7% em 2017 em relação ao ano anterior.

Apesar do aumento, o médico lefrologista e presidente da ABTO, Roberto Manfro, destaca que apesar do aumento significativo, o Brasil está como intermediário no rancking de doação e este número poderia ser mais satisfatório se houvesse mais informações para a população sobre a doação de órgãos no Brasil.  

O grande problema é a falta de esclarecimento em relação às doações. Quando as pessoas são esclarecidas, elas entendem e se posicionam a favor. Por isso, tem que melhorar a quantidade de informações em todos meios: população, agentes de saúde e classe médica, alerta.

 



Você deseja conhecer nossos planos? Preencha o formulário abaixo!

informe um email válido
informe um telefone válido

DEPOIMENTOS

Nossos clientes falam por nós: somos reconhecidos pela excelência no atendimento e prestação de serviços de forma humanizada.

Ver todos os depoimentos

NOSSOS PARCEIROS

Conheça nossa ampla rede credenciada em todo o Brasil.