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Doação de órgãos no Brasil: qual é a relação entre o Leonardo da Vinci e o transplante de órgãos?

Atualmente, 47% dos familiares não autorizam a doação. Apesar disso, o Brasil tem o mais amplo sistema público de transplantes do mundo. Saiba mais!

Os estudos de anatomia de Leonardo da Vinci construíram uma base para que o transplante de órgãos se tornasse uma realidade

Desde os primórdios da civilização humana, o homem sempre se interessou pela máquina mais perfeita que existe em nosso mundo: o corpo humano. Leonardo Da Vinci (cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico) era fascinado pela nossa estrutura física. 

Tanto que ele repelia os pintores que não se interessavam em aprender anatomia. Para Leonardo, esses artistas desenhavam figuras de nudez que pareciam madeira, sem nenhuma graça, que mais se assemelhavam a um saco de nozes do que a forma humana.

Não é à toa que os corpos de da Vinci mostravam uma mecânica viva. Mas se engana quem acredita que ele frequentou uma universidade, sua educação foi informal. Seu conhecimento sobre o corpo humano era experimental e autodidata, obtido por meio das dissecações de animais e de humanos. 

Há registros que apontam que Leonardo dizia que: “Se você deseja conhecer as partes de um homem, anatomicamente, você — ou seu olho — devem enxergá-lo sob diferentes aspectos, considerando-o de baixo, de cima e dos lados, procurando a origem de cada membro.” 

Os estudos de anatomia de Leonardo da Vinci construíram uma base para que o transplante de órgãos se tornasse uma realidade. Todavia, esse processo não foi algo tão simples, visto que ele enfrentou críticas e rejeição. Afinal, durante a Idade Média e o Renascimento, a Igreja Católica proibia a "violação dos corpos", sendo assim, Leonardo precisava roubar cadáveres para elaborar seus estudos anatômicos. 

Porém, vale ressaltar que esse tabu ainda não foi totalmente dissolvido em nossa sociedade. Atualmente, boa parte das famílias brasileiras não autoriza a doação dos órgãos dos seus entes queridos. 

O Dr. Lucio Pacheco (Doutorado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e autor de livros sobre transplante de fígado) relata que, para que ocorra uma mudança, as pessoas precisam se declarar doadoras para seus familiares e não postergar essa conversa para situações de emergência. 

Já o presidente da Associação dos Doentes e Transplantados Hepáticos do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Roberto Cabral, diz  que: “As campanhas (sobre doação de órgãos) costumam ser mais emocionais do que informativas. Precisamos que as pessoas saibam como funciona a doação, que ela não oferece riscos quando é detectada a morte encefálica”. 

Vamos falar sobre o assunto? Então, continue a leitura. 

Quando se iniciou a doação de órgãos no Brasil?

Apesar das pesquisas de Leonardo da Vinci (1452-1519), a era moderna dos transplantes se iniciou por volta de 1950. Nesta época, o índice de rejeição era bem alto (por conta da incompatibilidade genética). Porém, em 1980, a medicina avançou e descobriu os medicamentos imunossupressores, que reduzem a possibilidade de rejeição dos órgãos transplantados. 

No Brasil, o primeiro transplante de órgão aconteceu em 19 de abril de 1964, no Hospital do Servidor Público, no Rio de Janeiro. Um rim foi transplantado de doador post mortem. No ano seguinte (1965), aconteceu um outro transplante de rim, porém, de um doador que estava vivo. 

Apenas para relembrar, nem todos os transplantes são da doação de um indivíduo falecido. Ainda que em menor frequência, também há casos do doador vivo. Desde que a saúde não seja prejudicada, é possível doar um dos rins, parte da medula óssea, parte do pulmão ou parte do fígado.

No que diz respeito à Lei dos Transplantes, a primeira Lei Ordinária é a de nº 4.280 de 06 de Novembro de 1963, que dispunha sobre a extirpação de órgão ou tecido de pessoa falecida para fins de transplante, decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente João Goulart, nos termos do § 2º do artigo 70 da Constituição Federal, e Auro Mouro Andrade, Presidente do Senado Federal, que a promulgou, de acordo com o disposto no § 4º do mesmo artigo da Constituição Federal.  

As religiões e o transplante de órgãos 

Como dito anteriormente, na Idade Média, a Igreja Católica se posicionava contra o transplante de órgãos. Porém, hoje, as religiões - em sua maioria- são favoráveis ao processo de doação de órgãos tecidos e o identificam como um gesto de amor ao próximo. Confira abaixo o que algumas religiões dizem à respeito: 

Catolicismo: O Vaticano aprova o transplante de órgãos e essa atitude é encorajada por se tratar de um ato de caridade. 

Testemunhas de Jeová: São contrários apenas à transfusão de sangue, logo, a doação de órgãos só pode ser realizada desde que os órgãos e tecidos tenham o sangue completamente drenado. 

Judaísmo: Consideram que se há possibilidade de se doar um órgão para salvar uma vida, é obrigatório fazê-lo. Mas eles vetam a doação de partes do corpo para bancos de órgãos ou para estudo e pesquisa. 

Islamismo: Defendem o gesto de salvar vidas. Pontuam a doação de órgãos como uma atitude nobre. 

Hinduísmo: Para eles, a doação de órgãos é uma decisão individual. 

Assembléia de Deus: Não há uma posição oficial sobre o tema. Cada família pode tomar a decisão que achar mais correta. 

Batista: A doação é apoiada como um ato de caridade.

Grega Ortodoxa: Aprovam a doação de órgãos desde que não seja para estudo.

Mórmons: Acreditam que essa é uma decisão individual que deve ser tomada junto com a família, médicos e pastor da igreja.

Budismo: A doação de órgãos e tecidos é uma questão de consciência individual. 

Seicho-No-Ie: Pontuam que, caso exista a vontade de ser um doador de órgãos, é importante que a pessoa cuide do seu organismo com muito carinho para que o órgão funcione com perfeição após a doação. 

Espiritismo: Aprovam a doação de órgãos, no entanto, destacam que a vontade do falecido deve ser respeitada. Como o Espiritismo acredita na vida após a morte, eles explicam que, caso o ente querido não concorde com a doação, ele pode sofrer ao ver os seus órgãos sendo retirados de seu corpo. 

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Brasil é referência em transplante de órgãos 

Ainda que enfrente graves desafios, como a falta de doações e de financiamento, o Brasil tem o mais amplo sistema público de transplantes do mundo. Segundo os dados do Ministério da Saúde, 96% dos transplantes de órgãos são operados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em números absolutos, o Brasil é o 2º maior transplantador do mundo, atrás só dos EUA. 

A rede pública de saúde do Brasil oferece assistência integral e gratuita, abrangendo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante.

Fila de transplante 

Como relatamos no início deste texto, muitos familiares não concordam com a doação dos órgãos do seu ente querido. Consequentemente, o número de pessoas que precisam de um órgãos é superior à quantidade de doadores. Atualmente, aproximadamente 47% não autorizam.

Segundo o Ministério da Saúde, na atualidade, a fila de transplante tem mais de 50 mil pessoas. E, recentemente, a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) divulgou que houve queda no número de doadores ao longo da pandemia da Covid-19. Nos seis primeiros meses de 2021, aconteceu uma redução de 13% no número de doadores efetivos na comparação com o mesmo período do ano passado. 

É fato que o principal motivo da diminuição de doações é o aumento de 44% na taxa de contraindicação, pelo risco de transmissão do coronavírus, pois pessoas que morrem em decorrência da Covid-19 não podem ser doadoras. 

Ainda assim, vale destacar que existe uma fila expressiva para o transplante no Brasil por causa da falta de doadores e não por falta de estrutura instalada para a realização. Logo, é fundamental que todo mundo tenha consciência de que os órgãos de um familiar falecido podem eliminar a dor de diversas outras famílias.

Lucio Pacheco, coordenador do serviço de transplante hepático do Hospital Quinta D’Or, explica que: “a espera pelo transplante de fígado pode ser um processo longo para muitos pacientes que têm que se submeter a tratamentos conservadores e sofrem impactos relevantes em sua qualidade de vida. A realidade é que muitos pacientes morrem antes de conseguir o doador”.  

Órgão de plástico

Para amenizar a situação das pessoas que morrem na fila de espera por um transplante, a ciência desenvolveu os órgãos artificiais. Porém, esses órgãos são temporários, pois esses dispositivos não são adequados para uso a longo prazo.  Após esse tipo de cirurgia, geralmente, o paciente fica no hospital até que surja um doador para um transplante permanente. Porém, em Cambridge, Inglaterra, um paciente recebeu alta após receber um coração artificial. 

De acordo com o cardiologista Euclydes Marques do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, essa não é a primeira vez que um paciente com um implante de coração artificial recebe alta para ir para casa. Ele esclarece que casos como esses ainda são excepcionais, mas a ciência caminha para que isso se torne um padrão. 

Para ilustrar que a ciência está evoluindo, podemos citar como exemplo o transplante de uma traqueia artificial em um paciente diagnosticado com câncer. Esse transplante foi realizado por uma equipe médica do hospital universitário da Universidade Karolinska (Suécia) e essa intervenção configura como o primeiro transplante de órgão totalmente sintético da história.
 
Essa técnica proporciona índice de rejeição nulo. Fora isso, os órgãos de plástico eliminam  a necessidade de buscas por um doador compatível, fazendo com que a quantidade de pacientes em filas de espera seja reduzida drasticamente e, como resultado, o de óbitos por falta de compatibilidade disponível e espera prolongada. 

Caso você esteja se perguntando: “como essa traqueia artificial foi criada?”, não se preocupe, pois explicaremos. Através de mapeamento 3D, os cientistas produziram um arcabouço poroso com o formato da estrutura traqueal do paciente, e introduziram nele células tronco de sua medula óssea. Depois de dois dias, as células desenvolveram um ambiente igual ao original e viável para o transplante sob as condições desejadas.

Devido a essa nova técnica, não foi preciso o uso de medicamentos imunossupressores no pós-operatório (remédio que evita a rejeição dos órgãos transplantados). Isso assegura ao transplantado uma qualidade de vida muito superior do que as observadas em procedimentos rotineiros. 

Transplante de rim de porco para um ser humano

Recentemente, em um hospital em Nova York, aconteceu uma cirurgia inédita e revolucionária, que pode ser o passo inicial para alterar a vida de quem espera por um transplante de rim, visto que acabará com a fila de transplante. No dia 25 de setembro, uma equipe médica realizou um xenotransplante, o transplante de um órgão entre animais de espécies diferentes. 

O corpo de um paciente recebeu o rim de um porco, esse receptor estava com morte cerebral, ou seja, sem chances de recuperação. Para que o órgão não fosse reconhecido pelo organismo do transplantado como algo “estranho”, o rim do porco foi geneticamente modificado. Os cientistas falaram que esse é o experimento mais avançado na área até agora.

O rim do porco foi conectado às veias e artérias do paciente, que tinha insuficiência renal, e ficou fora do corpo para que os pesquisadores conseguissem avaliar melhor o que se sucederia. O rim do porco passou a funcionar imediatamente e produziu urina. Depois de 54 horas de observação, não existia sinais de rejeição. 

Ainda que soe como algo estranho, usar porcos para transplantes não é uma ideia nova. As válvulas cardíacas de porco já são amplamente utilizadas em humanos porque os órgãos do porco são parecidos em tamanho aos dos humanos.

A equipe responsável por esse transplante relatou que há uma necessidade urgente de encontrar mais órgãos para pessoas em listas de espera. E é preciso eliminar a questão de que seja necessário que alguém morra para que outra pessoa receba um órgão. 

Eles explicaram que utilizamos porcos como fonte de alimento, logo, para doação de órgãos não seria um processo tão diferente assim. 

Um porta-voz desse estudo ressaltou que encontrar mais doadores humanos é o objetivo primordial, mas que eles sabem que há um caminho longo antes que os transplantes desse modelo se tornem algo efetivo. Eles finalizaram frisando que o futuro é promissor, porém, tem muita gente que precisa de um transplante agora, logo, não é possível aguardar até que o xenotransplante seja uma realidade. Hoje, há milhares de pessoas esperando um órgão, então, todo mundo deve se registrar como doador e avisar a família.

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