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O que são cuidados paliativos e qual o papel da família em relação a eles?

Como trazer uma melhor qualidade de vida aos pacientes e, também, aos seus familiares.

de Amar Assist , 23 NOVEMBRO de 2020

Uma senhora de cabelo curto branco, está segurando a mão de um paciente que está acamado no hospital.

Doenças severas e agressivas, de evolução rápida e, em muitos casos, sem cura, podem aparecer quando menos esperamos, principalmente em idosos. O câncer, por exemplo, é um problema que pode evoluir consideravelmente, o que exige uma amenização dos danos para que a pessoa acometida pela doença possa ter um fim de vida digno.

Uma das formas de garantir isso é por meio dos cuidados paliativos. Eles são fundamentais para trazer maior dignidade e conforto, reduzir dores e garantir menos problemas para o doente. Além disso, eles são extensíveis aos familiares, que também precisam de atenção nesse momento.

Os cuidados paliativos são um dos direitos humanos fundamentais reconhecidos pela ONU, sendo assim, é direito de qualquer pessoa ter um fim de vida digno. Dessa forma, se você tem um familiar ou está diante dessa situação, é importante entender o que são esses cuidados e qual o papel da família no processo.

Continue a leitura e descubra o que são, quais os tipos e a importância dos cuidados paliativos. Boa leitura!

O que são cuidados paliativos?

Os cuidados paliativos dizem respeito às ações que são realizadas para trazer uma melhor qualidade de vida aos pacientes (e, também, aos seus familiares) diante de doenças que tenham grave risco de vida. É um trabalho interdisciplinar que envolve uma série de pessoas, tais como:

  • psicoterapeutas;
  • psiquiatras;
  • médicos especialistas da área relacionada à enfermidade;
  • fisioterapeutas;
  • enfermeiros;
  • cuidadores;
  • assistentes sociais;
  • fonoaudiólogos, entre outros.

Em 2018, esse tipo de tratamento foi reconhecido pelo SUS por meio da Resolução sobre Política Nacional de Cuidados Paliativos no âmbito do Sistema Único de Saúde e, com isso, impulsionou-se a demanda para que a Agência Nacional de Saúde (ANS) definisse a cobertura de procedimentos desta natureza por meio dos planos de saúde particulares.

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Quando eles podem ser feitos?

Os cuidados paliativos são feitos, normalmente, quando os tratamentos convencionais não estão auxiliando no processo de cura, ou seja, quando não há mais formas de minimizar a doença, que evolui de forma progressiva. Normalmente, eles são indicados em casos como:

  • câncer;
  • doenças degenerativas do sistema nervoso, como Alzheimer, Parkinson, esclerose múltipla, entre outras;
  • outras doenças degenerativas, como artrite grave;
  • doenças com falências de órgãos, como doença renal crônica, pneumopatias;
  • doenças genéticas, congênitas, traumatismo craniano grave, entre outras.

Quais os tipos de cuidados paliativos?

Há, via de regra, seis tipos de cuidados paliativos e é de suma importância que os familiares saibam quais são eles. Vamos mostrá-los a seguir.

1. Atendimento psicológico

Esse é um dos pontos mais importantes, já que muitas das doenças que exigem cuidados paliativos envolvem risco de morte. Assim, é fundamental que o paciente tenha um acompanhamento com psicoterapeuta e os familiares também, já que eles também sentem o impacto da situação, bem como devem ser orientados sobre como proceder com o enfermo.

2. Testamento vital

O familiar determina o que ele gostaria que fosse feito com ele ainda em vida. Isso é fundamental nos casos em que há restrição de alguns tipos de tratamento (um exemplo é quando, por motivos religiosos, o paciente decide não receber transfusão de sangue). Além disso, ele pode decidir se deseja ser medicado em caso de dor e se quer que seja ressuscitado ou não em caso de parada dos sinais vitais.

Assim, os familiares estarão conscientes de como proceder e não terão que tomar decisões difíceis sozinhos, devendo apenas seguir o que a pessoa determinou previamente.

3. Desmistificação da morfina

Ainda vista com muito preconceito, ela pode ser uma aliada para trazer uma melhor qualidade de vida e reduzir a dor do paciente. Em alguns casos, quando surge a necessidade de seu uso, não há tempo hábil para a geração do vício na pessoa, garantindo um melhor custo-benefício.

4. Desejos

Apesar de delicada, é importante ter uma conversa sobre as vontades que a pessoa tem ainda em vida para realizá-las enquanto ainda é possível. Alguns exemplos são uma viagem, comer algum prato que gosta, visitar familiares distantes, entre outros.

5. Conversar sobre o momento da morte

Outro ponto delicado e extremamente importante é ter uma conversa entre todos os familiares sobre o que significa a morte e sobre como todos lidam com o assunto. A verbalização do tema é importante para externar questões que até então não tenham surgido. Além disso, é um momento importante para o paciente falar sobre como gostaria de ser lembrado e quais os seus desejos para os ritos funerários.

6. Demanda de fé

Muitas vezes, nos estágios terminais, há uma reaproximação do paciente com um lado espiritual. Nesse caso, é importante atender a esse tipo de pedido, chamando um sacerdote da religião escolhida para trazer conforto e acalento à pessoa.

Qual a importância dos cuidados paliativos?

Os cuidados paliativos são fundamentais para que a família, como um todo, seja cuidada nesse momento tão importante e delicado. Com isso, todos conseguem lidar melhor com a morte e conseguem se preparar, gerando um sentimento de companheirismo e cumplicidade importante entre os membros da família.

Esses cuidados auxiliam a minimizar o sofrimento, diminuir dores e agonias, possibilitar a realização de processos importantes (como atender aos desejos da pessoa) e garantir mais tempo de vida de qualidade. Isso é importante tanto para o paciente quanto para os familiares envolvidos.

Isso permite, também, educar as pessoas a conviverem com a situação, para evitar sofrimentos e brigas desnecessárias nesse momento. Afinal, é um momento de união e compreensão, já que estamos falando de uma situação dolorosa e delicada para todos.

Os cuidados paliativos exigem, também, um preparo por parte dos familiares para lidarem com o luto no futuro. Todo esse processo causa uma aproximação de todos e gera lembranças que poderão ser fundamentais para superar a dor da perda.

É importante, assim, que as pessoas envolvidas nesse momento também sejam acompanhadas por profissionais da área da saúde mental (psicoterapeutas e, eventualmente, psiquiatras), pois é um momento delicado para todos. Isso poderá trazer maior conforto e minimizar os riscos de problemas como depressão, ansiedade e quadros de pânico diante da situação.

Saber o que são cuidados paliativos é fundamental para conseguir trazer maior conforto em um momento tão delicado para todos os envolvidos, e os familiares têm um papel fundamental, sendo responsáveis por trazer conforto e tranquilidade à pessoa nessa situação.

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